Lava uma mulher

O rosto numa bacia de zinco

Aqui nada se move

Excepto as suas mãos sobre a água

Sobre a face e o sabão

Aqui qualquer palavra é um intruso

Tal o acto íntimo que soergue

A mulher arranca o grito a um pássaro cativo

E a subtileza deste quadro numa tela profunda

Espera o enxaguar

 

Leonora Rosado

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