de perfil vêem-se
sombras amistosas
com as mãos abertas
seduzidas por um olhar
de distância
durante muito tempo
repletos de ouro
e de feridas em flocos de neve
aprenderão na água
os pequenos trilhos por
desaguar
ano, após ano
encontram-se no dilate
das pupilas
e pátios extensos,
inclinados ao vinho
- sentado
na claridade do coração.
alguém entra
pelo esquecimento adentro
a pulsar o sangue
como peixe num ribeiro
em torpes correrias
canta-se, bem alto:
Rusgas, na
taberna da memória.
ano, após ano
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