de perfil vêem-se

sombras amistosas

 

com as mãos abertas

seduzidas por um olhar

de distância

 

durante muito tempo

repletos de ouro

e de feridas em flocos de neve

aprenderão na água

os pequenos trilhos por

desaguar

 

ano, após ano

 

 

encontram-se no dilate

das pupilas

e pátios extensos,

inclinados ao vinho

- sentado

na claridade do coração.

 

alguém entra

pelo esquecimento adentro

 

a pulsar o sangue

como peixe num ribeiro

em torpes correrias

 

canta-se, bem alto:

 

Rusgas, na

taberna da memória.

 

ano, após ano

 

nuno travanca


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