os navios esperam a ordem do vento para outra dança
tombam seus tripulantes de pé verticalmente distraídos a digerir vapor e algas o fio da loucura fá-los tropeçar nas ondas os navios sabem afundar os navios afundarão os seus marinheiros os marinheiros não sabendo, agarram-se e dá pena como lutam os marinheiros dormem no convés em teias lácteas de queda livre as aves que bebem o sal trazem o marítimo medo de não voltar a terra ao bojo do barco, o alimento fresco ao baixo ventre dos homens, o calor aos mastros os navios não afundam na areia e talvez por essa razão não se encontre a caixa negra desse amor tão naufragado Ana S.
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