Na linha rubra do horizonte, a serra.
Como um monstro gigante, adormecido,tem o ar repousado e indefinido
de quem dorme há mil anos sobre a terra!
O arvoredo, os braços nus descerra
para o azul, já frio e diluído -
curvado o tronco negro e carcomido
rezando pelo Sol que se desterra...
Ao longe os corvos, velhos e palreiros,
lá andam a cantar pelos outeiros.
Feitiços de gigantes encantados!...
E o vento desvairado em seu fragor
vai pelos montes, repetindo a dor,
dos que andam pela vida, desgarrados!
Judith Teixeira
quando o Sol morre
quando o Sol morre
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